“A importância dos avós na criação dos filhos” foi tema do quadro Falando de Saúde

Foi comemorado nesta última quarta-feira, dia 26, o dia dos avós e nada mais justo do que ressaltarmos a importância dessas pessoas para a família, tal como na criação e convivência dos filhos. Muitas vezes, estas crianças são criadas integralmente pelos avós, sendo eles o esteio familiar desses pequenos. Para esclarecer a importância e os impactos psicossociais obtidos pelas crianças que têm essa convivência maior com os avós, recebemos hoje aqui no nosso estúdio a psicóloga Silvia Vasconcelos.
Confira a entrevista:

Silvio Junior: Dra. Quais características na relação entre os avós e a família que torna esse laço mais importante?

Dra. Silvana Vasconcelos:
A importância dos avós na vida não só na vida dos netos, mas também dos pais. Existem várias situações que estreitam esse laço: o trabalho. O pai e a mãe saem pra trabalhar e conta-se hoje com a criação dos avós. Em contrapartida essa outra situação de quem os avós podem mimar essas crianças e que acham que vai trazer algum problema. No mais, existem muitos pontos positivos nessa relação e o primeiro deles é o amor. Este é um sentimento fundamental na vida do ser humano e esses avós têm uma importância significativa nessa relação de cuidado mútuo, até mesmo quando uma regrinha da rotina é quebrada. Porque, os pais impõem regras rígidas dentro de casa e não existe flexibilidade dentro da relação o que é feito com muito afeto e muito carinho pelos avós.
Eu acredito, também, que a orientação religiosa que é fundamental. Você pode perceber que isso é oferecido pelos avós que têm o hábito de frequentar a missa aos domingos, um conselho baseado na Palavra de Deus, de ensinar canções religiosas aos filhos desde o início da criação e aos netos… Então tudo isso é importante na criação desses pequenos.

Silvio Junior: De que maneira é analisado o hábito de quando a criança chama o avô de pai?

Dra. Silvana Vasconcelos:
Isso acontece quando os pais estão ausentes na relação desses filhos. A criação transfere a relação da criação para os avós, isso já não é qualitativo. A figura dos avós na vida da criança, é aquela forma afetuosa de suporte, não que ele vai ser administrador da regra e do limite que é executada pelos pais.
Para dizer se existe uma confusão psicológica desta criança nestes casos, pois é preciso analisa-lo, conversar com a família e etc. Mas dentro da família é necessário deixar bem claro qual a função/responsabilidade de cada um para com aquela criança. É necessário que haja o diálogo, porque posteriormente essa criança não vai ter uma referência de quem são os pais, os avós etc.

Silvio Junior: Qual a orientação que a Sra. pode dar às famílias para que sempre possam melhorar a relação entre filhos, netos e pais?

Dra. Silvana Vasconcelos:
Eu sempre coloco em todas as situações que o diálogo é fundamental. Muitas famílias são destruídas por causa do diálogo, do amor… Um problema futuro pode ser evitado com a conversa.
É incrível como a questão da religião também é extremamente importante. O Homem sem fé não é nada. Independente da orientação religiosa, o Ser Humano precisa acreditar e ter aquele momento de fé. Quando se tem fé, a relação afetuosa é mais fácil, a pessoa percebe e respeita mais o seu próximo.

Foto: Karol Coelho
Texto: Yêda Sousa
Ascom Basílica de Nazaré

admin Autor